A sigla SOP, que significa “Síndrome dos Ovários Policísticos, é considerada um verdadeiro terror e uma apreensão que transcende a saúde para uma questão mais pessoal: o sonho da maternidade que, nessas situações, poderia até ser adiado ou nem acontecer.
No primeiro semestre de 2026, a comunidade médica internacional passou a adotar outra nomenclatura: agora será chamada de “Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina” (Somp).

Esta modificação, de acordo com a endocrinologista, Renata Bussuan, tem como objetivo corrigir um nome impreciso, porque a síndrome não exige a existência de “cistos” e envolve repercussões hormonais, metabólicas, reprodutivas e psicológicas.
Com a nova nomenclatura, o diagnóstico ganha um leque maior e pode repercutir sobre ciclos menstruais; ovulação e fertilidade; pele e cabelos; peso e distribuição da gordura corporal; metabolismo da glicose; colesterol e triglicerídeos; pressão arterial; qualidade do sono; saúde emocional; risco de diabetes tipo 2; e saúde do endométrio.
A mudança de nome não altera os critérios diagnósticos nem as recomendações de tratamento já estabelecidas. A intenção é melhorar a compreensão da síndrome por profissionais de saúde, pesquisadores e pelas próprias mulheres, reduzindo estigmas e promovendo uma visão mais ampla da condição.
Rádio Rio Mar
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