Amazonas terá a menor quantidade de candidatos do século nas Eleições 2026

O Amazonas terá a menor quantidade de candidatos do século nas Eleições de 2026. O encerramento do registro de candidaturas ocorreu no último sábado (15) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 461 inscrições. Esse quantitativo é o menor deste século XXI. A última vez que houve número tão reduzido foi em 1998, quando 368 postulantes concorreram aos cargos disponíveis no pleito geral.

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O partido com mais candidatos no Amazonas é o PL, com 38 no total. Depois aparecem PSD e MDB, com 36, cada um. Podemos e Avante têm 34 inscrições. Republicanos e Novo têm 33, cada. União Brasil e PDT registraram 32 políticos.

Em relação às federações, a formação União-PP tem 38 candidatos, PSOL-Rede tem 33 e a PT-PcdoB-PV tem 21.

Análise política

O cientista político Helso Ribeiro acredita que essa redução na quantidade de candidaturas é um caminho natural, por causa da consolidação da cláusula de barreira.

“Temos que observar que existem 30 partidos políticos e é certo que nós não temos 30 ideologias tão distintas assim para termos essa quantidade de partidos. E aí cada vez mais a cláusula de barreira avança. Então eu vejo os partidos se coligando, criando federações, até para continuar recebendo o fundo partidário. Isso acaba refletindo, de certa forma, quando vão apresentar candidaturas majoritárias. E eu entendo que há um caminho natural de enxugamento dessas candidaturas e de enxugamento do quadro partidário também. Isso só o tempo dirá”, comentou o cientista político Helso Ribeiro.

A cláusula de barreira é a Emenda Constitucional 97, de 2017, a qual definiu que somente os partidos políticos que alcancem pelo menos um dos critérios de desempenho previstos em lei podem receber parte do dinheiro do Fundo e da propaganda gratuita em rádio e televisão. Além disso, ainda há o Fundo Eleitoral, que é de R$ 4,9 bilhões, em 2026.

Nas eleições de 2026, a cláusula vai exigir dos partidos um mínimo de, 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação (9), com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada uma. Ou eleição de pelo menos 13 deputados federais distribuídos em pelo menos um terço dos estados (9).

Helso Ribeiro cita que, ainda assim, partidos pequenos ou sem representatividade podem ganhar importância relevante no momento da distribuição das verbas públicas.

“Tem aquela máxima adaptada: pequenos partidos, grandes negócios. Porque ainda que um partido seja pequeníssimo, tenha acabado de ser fundado, ou um partido já muito antigo, mas que não tenha nenhum representante no Congresso Nacional, ainda assim ele recebe cerca R$ 3,5 milhões de Fundo Eleitoral. Então é um ‘dinheirinho’ que para uma certa estrutura consegue movimentar tranquilamente. Então, isso também tem que ser trabalhado e pensado”, disse Helso Ribeiro..

Isso porque as chamadas federações ou coligações ajudam a superar a cláusula de barreira. Elas proporcionam a união de dois ou mais partidos para atuarem como se fossem um só, com estatuto e programa comuns, registrados no TSE.

Os votos dados aos partidos unidos na federação se somam, o que facilita o alcance do quociente eleitoral

Bruno Elander – Rádio Rio Mar

Foto: Divulgação/Campanha PSD