O transporte público de Manaus pode operar com apenas 30% da frota nesta quinta-feira. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários anunciou que 70% da categoria deve paralisar as atividades caso as empresas não efetuem o pagamento dos salários e benefícios dos trabalhadores.

Rodoviários ameaçam nova greve nesta quinta-feira por atraso de salários em Manaus. Foto: Reprodução/Internet.
Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, até o momento não há confirmação do depósito dos vencimentos e da cesta básica, no valor de R$ 1,3 mil.
“A cidade de Manaus está vendo o descaso que os governantes tem com os trabalhadores. Até o exato momento não temos confirmação do pagamento da categoria, mas ela já trabalhou, já fez a parte dela. Minha categoria deve cruzar os braços a partir de amanhã. 70% dos rodoviários vão cruzar os braços por falta de pagamento”, afirmou.
O sindicato informou que a paralisação foi comunicada com antecedência e cobra o cumprimento das obrigações trabalhistas. A entidade destaca que os trabalhadores aguardam o salário do mês e os benefícios previstos.
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Givancir também afirmou que a responsabilidade pelo pagamento é das empresas que operam o transporte coletivo, independentemente de possíveis pendências envolvendo repasses da Prefeitura de Manaus ou do Governo do Amazonas.
“Os empresários, a gente trabalha para eles, e eles não pagam. Se a prefeitura e o estado estão devendo, eles que se entendam com os empresários. O nosso papel é defender o trabalhador. É uma greve que vai ter a adesão de toda a categoria. Eu quero é que eles se entendam e garantam o pagamento da categoria”, declarou.

Rodoviários ameaçam nova greve nesta quinta-feira por atraso de salários em Manaus. Foto: Yuri Bezerra.
A ameaça de greve ocorre pouco mais de duas semanas após a última paralisação dos rodoviários, realizada entre os dias 20 e 22 de julho, também motivada pelo atraso no pagamento dos salários. Na ocasião, passageiros enfrentaram redução da frota, longas filas e ônibus lotados. O movimento foi encerrado após o início do pagamento dos trabalhadores pelas empresas.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Manaus, o Governo do Amazonas e o Sinetram, para solicitar informações sobre possíveis repasses às empresas de transporte coletivo e os impactos da paralisação anunciada, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar