Os trabalhadores do transporte alternativo, os “amarelinhos”, realizaram um protesto pelo atraso no pagamento do subsídio da passagem estudantil, na manhã desta quinta-feira (2), na Avenida Grande Circular, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. Durante a manifestação, um micro-ônibus foi incendiado.
De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Sullivan Santos, caso o pagamento não seja realizado, os protestos vão continuar em diferentes pontos da cidade.
Os passageiros, que utilizam o transporte para chegar ao trabalho, foram impedidos de prosseguir a viagem por conta da manifestação. Agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) atuaram no local para organizar o tráfego.
A Polícia Militar também precisou intervir para mediar o conflito e liberar a passagem de veículos em intervalos de um minuto.
Em nota, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou que a interrupção do transporte complementar foi uma ação isolada de uma única cooperativa, sem adesão da maioria dos permissionários, e motivada por interesses políticos.
A Administração Municipal mantém diálogo permanente com a categoria e reforça que avançou nas tratativas para a implementação do subsídio, ficando definido que os critérios de pagamento e o valor do benefício seriam estabelecidos ainda nesta semana, com base em estudo técnico elaborado pelo Immu.
O pagamento, segundo a note, está condicionado ao cumprimento de critérios técnicos e administrativos, incluindo a adequação das rotas e quadros de horários, a capacitação dos operadores pela escola pública de transporte inclusivo e o compromisso com a renovação da frota.
A prefeitura também destaca a conclusão do processo de licitação e regulamentação do sistema após mais de dez anos, garantindo segurança jurídica e organização. O subsídio referente às gratuidades estudantis segue em análise, após entrega da documentação pelas cooperativas nessa quarta-feira, 1º de julho.
Da redação
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