O policial civil Luciano Granjeiro foi preso nesta terça-feira (10), durante a Operação Piloto de Fuga, nova fase das investigações sobre o roubo de 73 quilos de ouro ocorrido em outubro de 2025, em Manaus. A ação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e busca identificar todos os envolvidos no esquema criminoso ligado à maior apreensão de ouro já registrada no Amazonas.
Segundo as investigações, a carga está avaliada em cerca de R$ 50 milhões. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e a Polícia Federal apuram a participação de agentes públicos e integrantes de organizações criminosas no roubo e na ocultação do minério extraído ilegalmente.

De acordo com o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, a operação representa mais uma etapa das investigações iniciadas após a prisão em flagrante de agentes de segurança pública suspeitos de envolvimento no caso.
O objetivo é reunir novos elementos para esclarecer a dinâmica do crime e identificar possíveis participantes que ainda não foram responsabilizados”.
O delegado da Polícia Federal Jonathans Simas informou que as equipes identificaram o piloto da embarcação utilizada no transporte do ouro roubado. Contra ele foi cumprido o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Ainda conforme o delegado, as investigações apontam a existência de dois núcleos criminosos. Um deles seria formado por agentes de segurança pública suspeitos de atuar no roubo da carga de ouro. O outro grupo seria composto por civis responsáveis pelo transporte do minério extraído ilegalmente no Pará, com passagem pelo Amazonas e destino final em Roraima, de onde o material poderia seguir para o exterior.

A Operação Piloto de Fuga é um desdobramento da Operação Auxílio Criminoso, deflagrada em maio deste ano. As apurações investigam crimes de roubo, associação criminosa, usurpação de bens da União e fraude processual.
Durante o cumprimento dos mandados desta terça-feira, os investigadores apreenderam materiais que devem contribuir para o avanço das investigações. A Polícia Federal e o Ministério Público informaram que os trabalhos continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e esclarecer completamente os fatos.
Da redação – com informações da PF
Fotos: Divulgação/PF