Martírio de Irmã Cleusa completa 41 anos e reforça luta pelos direitos indígenas no Amazonas

O Conselho Indigenista Missionário recorda os 41 anos do martírio de Irmã Cleusa Carolina Rody Coelho, missionária que dedicou a vida à defesa dos povos indígenas na Prelazia de Lábrea.

Quarenta e um anos após a morte às margens do rio Paciá, no sul do Amazonas, Irmã Cleusa permanece na memória dos povos indígenas e nas lutas pela terra. O testemunho fortalece a resistência diante das ameaças aos direitos dos povos originários.

A missionária atuou na defesa dos indígenas Apurinã, em uma região marcada por conflitos de interesse ligados ao potencial extrativista, principalmente da castanha. À frente do sub-regional Norte 1 do Conselho Indigenista Missionário, acompanhou a realidade das comunidades e denunciou injustiças.

Ao longo de 32 anos de missão, Irmã Cleusa passou por cidades como Manaus, Colatina e Vitória. Em Lábrea, encontrou o centro de sua vocação, ao lado das populações mais vulneráveis.

A missionária do Conselho Indigenista Missionário, Áila Santos, afirma que Irmã Cleusa foi morta na Terra Indígena Caititu enquanto defendia a vida, a dignidade e o direito dos povos aos seus territórios.

Para o Conselho Indigenista, recordar a trajetória de Irmã Cleusa renova o compromisso com a causa indígena, que ainda exige resistência e ação diante das ameaças.

Hiolanda Mendes – Rádio Rio Mar

Foto: Cime

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