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Atropelamento de adolescentes gera cobrança por sinalização em avenida da zona norte de Manaus

Moradores do bairro Santa Etelvina, na Zona Norte de Manaus, cobram fiscalização e sinalização após mais um acidente na Avenida 7 de Maio. Duas adolescentes ficaram feridas ao serem atropeladas enquanto atravessavam a faixa de pedestres, na manhã da última quarta-feira (22), em frente a uma escola.

Moradores cobram sinalização após atropelamento de adolescentes na zona norte de Manaus. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Um carro branco atingiu as jovens. O motorista fugiu sem prestar socorro. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atenderam as vítimas ainda na via e as encaminharam ao Hospital e Pronto-Socorro Joãozinho.

Moradores afirmam que o trecho é perigoso, principalmente por concentrar escolas e registrar grande fluxo de estudantes nos horários de entrada e saída. De acordo com a moradora Thalyssa Souza, a falta de respeito à faixa de pedestres é uma das principais reclamações.

“A gente dá com a mão, mas eles passam por cima da gente. Tem que botar um semáforo para ver se eles se preparam para parar para a gente. É muita criança de dois, três anos que passa aqui nessa faixa, e eles não param, não respeitam as crianças”, comentou a moradora Thalyssa Souza.

Outro morador, Cléber Silva, denuncia que muitos motociclistas utilizam o canteiro central para fazer retornos irregulares, o que aumenta ainda mais o risco de acidentes no local.

“É quase todos os dias que acontece esse tipo de acidente, em que eles não respeitam a faixa de pedestre. O que nós estamos pedindo aqui, o que o bairro Santa Etelvina pede, é por uma sinalização, um semáforo, em que você aperta o botão, fica vermelho e faz com que os carros parem”, afirma Cléber Silva.

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O especialista em trânsito Mário Ricardo alerta para o comportamento dos condutores e reforça que o excesso de velocidade, os retornos irregulares e a imprudência agravam os riscos.

“Segundo os moradores e frequentadores da área, o trecho é perigoso devido ao excesso de velocidade dos condutores. Isso também envolve o próprio comportamento do condutor. O sinistro aconteceu às 6h40 da manhã, então, de forma alguma, deveria haver esse excesso de velocidade. Condutores, a gente pede encarecidamente que vocês mudem a sua mentalidade, o seu comportamento e as suas atitudes ao volante”, disse o especialista.

A reportagem solicitou um posicionamento do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) sobre a situação e as demandas dos moradores, mas, até o momento, não houve resposta.

Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar