A proteção de crianças e adolescentes esteve no centro de um debate promovido pelo Conselho Federal de Medicina, no mês de abril. O encontro reuniu especialistas para discutir estratégias de enfrentamento à violência, considerada um dos mais graves problemas de saúde pública no país.
Durante o evento, o Conselho Federal de Medicina destacou a urgência de ampliar ações de prevenção, identificação e acolhimento de vítimas. Dados alarmantes reforçam a gravidade da situação: no Brasil, uma criança ou adolescente é vítima de estupro a cada oito minutos.
Especialistas apontam que a violência, especialmente a sexual, deixa marcas profundas que vão além do físico, comprometendo o desenvolvimento emocional, psicológico e social das vítimas. Por isso, o debate também enfatizou a importância da atuação integrada entre profissionais de saúde, educação, assistência social e órgãos de proteção.
O Conselho reforçou ainda o papel dos médicos na identificação de sinais de violência e na notificação obrigatória dos casos suspeitos ou confirmados, contribuindo para interromper ciclos de abuso e garantir o encaminhamento adequado das vítimas.
O enfrentamento desse tipo de crime exige o envolvimento de toda a sociedade. Denunciar é um passo fundamental para proteger vidas e garantir um futuro mais seguro para crianças e adolescentes.
Hiolana Mendes – Rádio Rio Mar
Foto: Sejusc