Fechamento da janela partidária é momento final para partidos consolidarem projeções

Na última sexta-feira (03), a Justiça Eleitoral fechou a janela partidária e, no sábado, terminou o prazo para desincompatibilização com vistas às Eleições Gerais de 2026.

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A janela partidária é a possibilidade de políticos trocarem de legenda sem risco de perderem os mandatos e servem para composição de coligações e federações para o período eleitoral.

Um destaque do último dia, no Amazonas, foi a troca da deputada estadual Alessandra Campêlo, do Podemos pelo PSD.

O cientista político Helso Ribeiro explica que esse também é o prazo no qual as filiações partidárias também se encerram.

Helso Ribeiro acredita que as trocas de última hora ocorrem para que os partidos atinjam as contas eleitorais as quais pretendem alcançar para eleger candidatos.

“As trocas e as filiações de última hora atendem mais uma espécie de conta para ver se um determinado grupo partidário ou uma federação conseguem atingir o As trocas e as filiações de última hora, elas atendem mais uma espécie de conta para ver se um determinado grupo partidário ou uma federação conseguem atingir o quociente eleitoral e de que forma. É bom lembrar um exemplo, no caso do Amazonas, que cada partido ou federação para deputado federal, por exemplo, poderá lançar nove nomes. E aí é importante ter a cabeça, o tronco e a cauda. Em que sentido? A cabeça são aquelas lideranças partidárias que o próprio partido deseja que essas pessoas sejam eleitas ou reeleitas. O tronco serve para incorporar, para dar força lá para a cabeça. E a cauda, ela vai somar alguns votinhos”, disse o cientista político Helso Ribeiro.

Por fim, o cientista político enumera algumas contradições nas leis que proíbem a troca de partido durante o mandato, mas permitem que os políticos se reelejam por outras legendas.

O primeiro turno das eleições deste ano está marcado para o dia 04 de outubro.

Bruno Elander – Rádio Rio Mar

Foto: Divulgação

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