A segunda etapa da Operação Tamoiotatá 6 foi concluída com a aplicação de R$ 32.296.496 em multas por desmatamento ilegal, descumprimento de embargo ambiental e outras infrações ambientais no sul do Amazonas.
Os dados constam em relatórios técnicos consolidados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), referentes às bases operacionais da operação no período de 14 de março a 2 de abril de 2026.
Na base de Humaitá, que também abrangeu o município de Canutama, foram aplicados R$ 22.967.400 em multas, com 47 autos de infração lavrados, relacionados principalmente a desmatamento, descumprimento de embargo e atividades agropecuárias irregulares. Já na base de Apuí, que incluiu ainda Novo Aripuanã, as penalidades somaram R$ 9.329.096, com 18 autos de infração, além de embargos e notificações por irregularidades ambientais.
Durante a segunda etapa, as equipes realizaram fiscalizações em áreas previamente identificadas por sistemas de monitoramento, com base em alertas de desmatamento e análise geoespacial. As ações incluíram incursões em campo, lavratura de autos de infração, embargos de áreas degradadas e encaminhamento de casos aos órgãos de controle para responsabilização administrativa, civil e penal.
Além das autuações, a operação também resultou na interrupção de atividades irregulares e na apreensão de bens utilizados em infrações ambientais. Entre as ações, estão fiscalizações em empreendimentos irregulares, como pontos de comercialização de combustíveis, além da verificação de estruturas e atividades em áreas com indícios de irregularidades ambientais, incluindo abatedouros clandestinos e serrarias móveis. Em diversos casos, os responsáveis foram identificados e as atividades interrompidas.
Os responsáveis autuados têm o prazo legal de 20 dias, a contar da data de notificação, para apresentar defesa administrativa ou optar pelo pagamento das multas aplicadas.
Com informações da assessoria
Fotos: Divulgação/Ipaam