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A Igreja orienta os fiéis a praticar o jejum como parte do caminho da Quaresma. A proposta vai além de deixar de comer certos alimentos. O jejum tem sentido quando leva à mudança de atitude e ao compromisso com a justiça. Sem esse passo, a prática perde seu valor.
A Igreja mantém essa tradição como sinal de penitência e preparação para a Páscoa. O gesto recorda o sacrifício de Cristo e convida cada pessoa a rever escolhas e prioridades, explica o bispo auxiliar de Manaus, Dom Zenildo Lima.
O jejum bem vivido desperta atenção para quem sofre. Ele provoca reflexão sobre a realidade e incentiva atitudes concretas em favor dos mais pobres. A prática não se limita ao sacrifício pessoal, mas aponta para uma vida mais justa e solidária.
A Quaresma reforça esse chamado. A busca por justiça tem como meta o Reino de Deus e a vida plena que Ele oferece. O tempo quaresmal pede coerência entre fé e prática. O jejum, quando assumido com verdade, transforma a vida e fortalece o compromisso com o bem comum.
Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar