A Unidade Básica de Saúde Indígena no Alto Andirá, do polo base Vila Nova I, integra o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins. Ele é responsável pela execução das ações de atenção básica em saúde aos povos de alguma etnias, dentre eles: Sateré – Mawé e Hix-ka-ryana.
O anúncio da autorização do Ministério da Saúde para retomada das obras da unidade foi feito pelo coordenador do DSEI Parintins, Jecinaldo Sateré.

Esta será a primeira Unidade Básica de Saúde Indígena com energia solar, garantindo mais sustentabilidade e autonomia para a saúde indígena.
De acordo com o Plano Distrital de Saúde Indígena, o DSEI Parintins atende uma população de 17.299 pessoas. As doenças mais comuns registradas na população atendida são: parasitoses intestinais, diarreia e gastroenterite de origem infecciosa.
O distrito abrange cinco municípios do Baixo Amazonas, sendo eles: Parintins, Maués, Nhamundá, Barreirinha e Boa Vista do Ramos, atendendo também indígenas presentes nos municípios de Aveiro, Faro, Itaituba e Juruti no estado do Pará.
No segundo semestre de 2024, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar o abandono de obras públicas destinadas a unidades básicas de saúde em áreas indígenas no interior do Amazonas.
As investigações abrangeram duas obras iniciadas e não concluídas a Unidade Básica de Saúde (UBS) Polo-Base Vila Nova, localizada no Alto Rio Andirá, no município de Barreirinha, a 420 quilômetros de Manaus, e a UBS da aldeia Riozinho, na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera, às margens do Rio Nhamundá, a 382 quilômetros da capital amazonense. Ambas as obras estavam sob a responsabilidade do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins.
Tania Freitas / Rádio Rio Mar
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