A forte chuva que atingiu Manaus neste sábado (31) provocou alagamentos e transtornos em ruas e avenidas de diferentes zonas da capital amazonense. Vídeos divulgados por moradores nas redes sociais mostram vias tomadas pela água e dificuldades para a circulação de veículos e pedestres.

Forte chuva em Manaus causa alagamentos, desabamento de muro e transtornos no trânsito. Foto: Reprodução.
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No bairro São Lázaro, na Zona Sul de Manaus, diversas vias ficaram alagadas e uma igreja da comunidade foi invadida pela água, o que gerou preocupação entre os moradores e comprometeu a circulação na área. Durante o temporal, o muro da Vila Militar, na região do bairro Crespo, desabou. A água com lama invadiu residências próximas.
“Não tem saída para água, só um buraquinho que o pessoal fizeram, mas não tem saída para canto nenhum, então o muro já tava sobrecarregado de tanta água e desabou. Não é a primeira, não é a segunda, já é a terceira ou quarta vez que isso acontece, que eles não conseguem resolver porque eles só querem levantar o muro e cada um segue sua vida, e a gente que somos os moradores aqui que fica no prejuízo. Só não alagou mais mesmo, tive tanto prejuízo, a cama alagou, o guarda-roupa, os móveis. Ainda não sentei para ver o prejuízo total”, relatou a moradora que preferiu não se identificar.

Forte chuva em Manaus causa alagamentos, desabamento de muro e transtornos no trânsito. Foto: Reprodução.
De acordo com o diretor de operações da Defesa Civil de Manaus, José Mendes, as equipes registraram diversas ocorrências relacionadas à chuva.
“Decorrente dessas fortes chuvas que aconteceram agora pela manhã, nós tivemos 10 ocorrências: entupimentos de bueiro, alagações e risco de desabamento, mas nós estamos com a nossa equipe técnica da Defesa Civil de plantão, dando a pronta resposta a essas ocorrências, que aconteceram devido a essas fortes chuvas. Estamos também no inverno amazônico, você sabe que as chuvas estão vindo muito rápidas simultaneamente, então você que mora próximo de encosta, próximo de igarapé ou invasões mesmo, procure um lugar seguro, procure se abrigar, procure uma casa de parentes”, orientou.
A equipe de reportagem tentou contato com a Força Aérea Brasileira (FAB) sobre os prejuízos causados nas residências e quais medidas seriam adotadas, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar