Com a proximidade do início do ano letivo, a compra do material escolar volta a pesar no orçamento das famílias. Cadernos, mochilas, lápis e outros itens básicos podem representar um gasto significativo, principalmente para quem tem mais de um filho em idade escolar.

Planejamento e pesquisa ajudam famílias a driblar os altos custos do material escolar. Foto: Imagem gerada por IA.
A dona de casa Emmily Catharine, mãe de dois estudantes da rede pública, conta que começou a se organizar ainda em dezembro.
“Eu reaproveito tudo o que dá do ano passado. Faço a lista antes de ir às lojas e, assim, evito comprar coisas desnecessárias. Outro ponto também é que evito comprar materiais com personagens, que costumam ser mais caros e não oferecem qualidade ou vantagem”, comentou.
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Além da reutilização de materiais, a comparação de preços entre lojas físicas e online também faz diferença. Itens simples, como cadernos e lápis, podem apresentar grande variação de preço.

Planejamento e pesquisa ajudam famílias a driblar os altos custos do material escolar. Foto: Arquivo pessoal.
Uma pesquisa da Fecomércio-AM aponta que a maior parte dos lares de Manaus (41%) prevê gastar entre R$ 601 e R$ 700 com material escolar em 2026. Segundo o educador financeiro Alon Hans, os dados revelam impactos importantes no orçamento familiar.
“O dado dessa pesquisa me leva a três pontos importantes: o impacto real no orçamento familiar, para muitas famílias, esse valor representa até 50% da renda mensal, especialmente nas classes C, D e E. Janeiro é um mês financeiramente crítico, devido aos gastos do final do ano, e ainda há despesas iniciais, como IPTU, IPVA, matrículas escolares e o próprio material escolar”, explicou.
O educador reforça que o consumo consciente vai além de simplesmente comprar o item mais barato.
“O erro mais comum são compras sem um orçamento máximo definido, usando o cartão de crédito como válvula de escape. A minha recomendação prática é definir um valor máximo para o material escolar. Se a pesquisa fala em R$ 600 a R$ 700, a pergunta correta é: esse valor cabe no meu orçamento sem gerar dívida? Se a resposta for não, o ajuste precisa ser feito na lista, não no cartão. Atenção máxima à lista de materiais, pesquisar bastante e comparar o que pode ser utilizado ou reutilizado do ano anterior é fundamental para evitar gastos desnecessários e reduzir os custos para a família”, destacou.
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Com organização, reaproveitamento e atenção aos preços, é possível garantir o material escolar dos estudantes sem comprometer as finanças, iniciando o ano letivo com equilíbrio e planejamento.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar