
Comissão da CNBB defende acolhimento e proteção integral à mulher e à criança em nota sobre aborto
A Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB expressou, em nota oficial divulgada em 10 de novembro de 2025, a reafirmação do compromisso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com a defesa integral da vida humana desde a concepção até seu término natural.
O pronunciamento foi motivado pela decisão do Congresso Nacional do Brasil de sustar a Resolução nº 258/2024 emitida pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que permitia o aborto até o nono mês de gestação de adolescentes sem comunicar ou obter consentimento dos responsáveis.
De acordo com o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Ricardo Hoepers, a Igreja do Brasil reafirma o seu compromisso com a vida desde a concepção e declara veemente que o aborto é uma ação má e não pode ser legitimada como um bem ou direito.
O religioso redentorista Padre Amarildo Luciano, afirma que é necessário políticas públicas para o acompanhamento dessas mães e filhos para que não haja uma escolha de quem deve ser sacrificado.
No texto, a Comissão salienta que “a vida é dom e fundamento de todos os direitos humanos”, destacando que qualquer iniciativa que procure relativizar essa condição essencial exige análise com base na ética, na moral e no direito, e não apenas em argumentações superficiais. A nota alerta ainda para o perigo de se tratar temas como a dignidade humana por meio de visões “reducionistas, estereotipadas ou ideológicas.
A Comissão também destaca que a real proteção das crianças e das mulheres vulneráveis passa por práticas de acolhimento, de ação preventiva e de atenção integral, e não somente por normativas que limitem direitos ou imponham procedimentos. “A verdadeira proteção à infância e à mulher deve se dar por meio de políticas e ações concretas de acolhimento, prevenção e cuidado integral.” Além disso, afirma que a resposta à vida humana não pode depender apenas de argumentos jurídicos ou administrativos, mas requer também uma mobilização cultural, comunitária e espiritual para fortalecer a dignidade humana.
Ao encerrar, a nota faz um apelo: “Que Deus ilumine as consciências e fortaleça a nação brasileira na defesa da vida, da justiça e da dignidade humana.”
A Comissão da CNBB continuará acompanhando os debates sobre o tema, buscando articular propostas que promovam não só a preservação da vida, mas também o suporte às famílias, às gestantes em situação de vulnerabilidade e à infância, conforme sua missão institucional.
Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar