Mãe e madrasta são presas por matar criança de 5 anos na zona leste de Manaus

Rafaela Coelho Ramires, de 22 anos, e Vitória Coelho Dutra, de 25, foram presas em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos contra uma criança de 5 anos, filha biológica de Rafaela. As duas, que são companheiras, viviam com a vítima na Rua das Flores, no bairro Tancredo Neves, zona leste da capital. O crime ocorreu na madrugada de quarta-feira (27/08).

Mãe e madrasta são presas por matar criança de 5 anos na zona leste de Manaus. Foto: Divulgação PC-AM.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (28), o delegado adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Fernando Damasceno, informou que a polícia foi acionada após a criança dar entrada já sem vida no Hospital e Pronto Socorro da Criança – Joãozinho.

“As responsáveis relataram que a criança havia escorregado no banheiro e batido a cabeça. No entanto, os médicos constataram diversos hematomas pelo corpo da vítima, inclusive ferimentos antigos, e indicativos claros de agressão, como lesões na região cervical e sinais de estrangulamento”, explicou o delegado.

Diante da gravidade das lesões e da inconsistência do relato apresentado pelas suspeitas, ambas foram conduzidas à delegacia, onde foram autuadas em flagrante.

“As oitivas e os elementos já colhidos apontam que a criança foi vítima de sucessivas agressões que resultaram em sua morte. A investigação ainda está em andamento. Aguardamos o laudo definitivo para confirmar a causa da morte, mas já sabemos que havia hemorragias internas, lesão na cabeça e sinais de enforcamento”, completou Damasceno.

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O delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, afirmou que as mulheres já estavam sendo monitoradas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e pelo Conselho Tutelar, em razão de denúncias de maus-tratos. Segundo ele, por conta dessas denúncias, elas chegaram a mudar de endereço.

“O mais chocante é que foi cometido por quem tinha o dever de proteger: a mãe e sua companheira. Já havia histórico de agressões. O Conselho Tutelar acompanhava o caso, e existiam procedimentos na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) por maus-tratos. Elas mudaram de residência recentemente após denúncias de vizinhos por espancamentos e abusos”, disse.

As duas suspeitas passaram por audiência de custódia e seguem à disposição da Justiça. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros reforça que as investigações continuam, com o objetivo de esclarecer todos os detalhes do crime e responsabilizar as autoras.

Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar

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