As relações tiveram início em 23 de janeiro de 1826, quando o papa Leão XII recebeu as cartas credenciais do monsenhor Francisco Corrêa Vidigal, enviado pelo imperador Dom Pedro I para negociar o reconhecimento da independência do Brasil, proclamada em 1822.
Como parte das comemorações do bicentenário, foi realizado em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, o seminário “Relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé”, organizado pela Embaixada do Brasil junto à Santa Sé.
Durante o encontro, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal dom Jaime Spengler, destacou o papel decisivo dos missionários na formação do território brasileiro. Segundo ele, o desenho das fronteiras do país, tanto no Sul quanto na região amazônica, deve muito à ação missionária.
A programação do bicentenário se estende ao longo do ano. Estão previstos o lançamento de um selo comemorativo no Museu do Vaticano, a Mostra do Bicentenário de Cinema Brasileiro, em abril, em Roma, e um seminário sobre o padre Antônio Vieira, em maio.
No Brasil, as celebrações incluem atividades durante a Assembleia Geral da CNBB, uma sessão solene no Congresso Nacional, eventos institucionais em Brasília e uma exposição comemorativa.